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24 Set 2020

Gira as suas Emoções mesmo à distância

GIRA AS SUAS EMOÇOES MESMO À DISTÂNCIA

De um modo geral todos temos a noção dos nossos estados emocionais e, também genericamente, vamos desenvolvendo ao longo da nossa vida estratégias de controle desses mesmos estados emocionais. Na verdade, todos ouvimos ou dissemos, uma vez ou outra a frase “eu contive a minha emoção (raiva, alegria, tristeza etc.)

No entanto, e por maioria de razão nos tempos que temos vivido ultimamente, e mais ainda aqueles que de nós tivemos, ou temos ainda, que trabalhar num regime remoto, temos sido sujeitos a pressões emocionais nem sempre fáceis de gerir, nem sempre fáceis de enfrentar e quase nunca passíveis de se ignorar.

O processo que nos leva do estado “normal” a uma situação limite, de pânico por exemplo, é relativamente fluido:

Primeiro sentimos a pressão, o incómodo; depois segue-se o stress elevado; a esse momento segue-se aquele em que começamos a ter de lidar com a ansiedade e, quando perdemos o controle dessa ansiedade entramos em pânico. A perca de controle da ansiedade está directamente ligada com o facto de nos sentirmos impotentes para a resolução da(s) questão(oes) que nos provocam essa mesma ansiedade.Na verdade, antes desta situação, todos nós de alguma forma utilizávamos uma espécie de “almofada emocional” durante o dia nos nossos locais de trabalho e envolvidos nos nossos afazeres e, depois do período laboral, a nossa vida privada servia também ela de “almofada emocional” em relação ao período anterior.

Então o que mudou realmente?

Primeiro essa “almofada emocional” esteve, ou ainda está ausente das nossas vidas quotidianas e, desse modo, estamos sujeitos às pressões emocional sem nenhum tipo de intervalos e, essa exposição constante e sem pausas acaba por cansar e gerar uma susceptibilidade elevada aos inputs exteriores a nós;

Depois uma grande parte das pessoas, umas mais justificadamente que outras porventura, passou a ter um elevado nível de incerteza com a menor capacidade de “visualizar” o futuro mais imediato colocando-se cada vez mais numa situação de incapacidade de planear, de prever, de projectar no tempo o seu caminho.

Estas e muitas outras questões relacionadas condicionam de alguma maneira o modo como interagimos, seja presencialmente, seja em modo remoto que, por definição tem a característica de amplificar as questões emocionais.

Assim, a capacidade de sabermos o que estamos a sentir, quando estamos a sentir, porque estamos a sentir isso e, mais importante, ter a consciência que a minha “leitura” do outro está condicionada por esse estado emocional é o primeiro passo para uma gestão emocional pessoal, em ambiente profissional ou na nossa vida privada.

No caso presente de todos aqueles que estamos a trabalhar em regime remoto, essa capacidade de gestão emocional toma uma importância ainda maior por, na ausência de alguns dos estímulos normais que teríamos no nosso dia a dia “normal” presencial, o nosso cérebro de algum modo substituir esses estímulos e, o nosso estado emocional estar firmemente na base dessa “substituição”.

Conheça-se a si próprio(a); saiba como reage e como interage e, principalmente, aumente a informação do seu “mapa” por forma a ter mais escolhas nos seus inputs e respostas comportamentais na sua vida pessoal ou profissional.

Tiago Tavares Silva

 

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