Blog

Numa economia de bens indiferenciados, com baixo valor agregado, como inovar para as marcas? Ana Coelho, do Human Insight ,responde à questão.
5 Set 2017

E se inovar for, afinal, sinónimo de humanizar?

/
Comentários0
/

Numa economia de bens indiferenciados, com baixo valor agregado, como trazer inovação para as marcas? Como manter a sua relevância num mercado em que as promessas funcionais (e até emocionais) já não surtem efeito nos ‘consumidores’?

Nos últimos tempos, desenvolveram-se muitas ferramentas, metodologias e até ideias de negócio em torno da promessa da inovação. Todas elas, em maior ou menor percentagem, contribuem para o desenvolvimento dos negócios e das marcas. E a sua contribuição é tão mais profunda e impactante quanto mais centrada está no princípio que sustenta o marketing.

A propósito, ainda se lembra qual é a essência do marketing?

A única definição que processei e que consigo reproduzir até aos dias de hoje sem recorrer a uma cábula é a que se segue. É simples. É do velhinho Kotler e diz assim:

 ‘Selling starts only when you have a product. Marketing starts before you have a product. Marketing is the homework the company does to figure out what people need and what the company should make.’

 Trocando por miúdos, podemos dizer que o Marketing é então o trabalho de casa das empresas no sentido de perceber o que é que as pessoas necessitam e, por consequência, o que as empresas devem fazer. Há 2 palavras-chave: pessoas – e não consumidores – e necessidades.

Na universidade explicam-nos a natureza e as características das necessidades e apresentam-nos a famosa pirâmide de Maslow. O que não nos dizem é que as necessidades das pessoas mudam consoante as circunstâncias e que a ‘novas necessidades’ corresponde sempre a ‘emergência de novos valores’.  Valores, valoração, valor. Soa familiar?

Bingo: a inovação tem como objectivo a geração de valor. Por isso é tão importante, senão mesmo fundacional, que as marcas compreendam o que é que as pessoas valorizam aqui e agora. E a par desta compreensão, ir mais longe ainda, olhando para os justos proprietários das marcas – aqueles a quem se deve a existência do marketing – como humanos e não como meros consumidores.

E se inovar for, afinal, sinónimo de humanizar? Venha aprofundar este e outros temas no workshop a ‘Humanização da Publicidade’.

Por: Ana Coelho
Humaninsight

Deixe um Comentário